| People's Water Forum denuncia o poder ilegítimo do Fórum Mundial da Água |
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| 13-Jan-2009 | |
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Encontremo-nos em Istambul, na Turquia, de 16 a 22 de Março de 2009, para proteger a água como um direito humano, como um bem comum e público e denunciar o poder ilegítimo do Conselho Mundial da Água! O 5.º Fórum Mundial da Água, assim como os anteriores, é organizado pelo Conselho Mundial da Água, uma entidade criada e controlada por empresas privadas que continuam a promover a privatização, comercialização e mercantilização da mesma, políticas que prejudicam as populações e comunidades. Este é o momento para pôr fim ao reinado dos barões da água e de lançamento de um inclusivo e legítimo fórum para lidar com esta grave situação enfrentada pela humanidade e pelo planeta. Considerando a luta contra o actual Fórum Mundial da Água, em especial as fortes mobilizações e as Jornadas em Defesa da Água na Cidade do México em 2006. Considerando os princípios da Declaração do México e as anteriores declarações conjuntas do Movimento Internacional em Defesa da Água, como a base desta convocatória. Respeitando as lutas realizadas diariamente pelos movimentos populares para melhorar as condições da água tanto das pessoas como da natureza. Apelamos aos movimentos sociais, redes e activistas comprometidos com a defesa da água e com os princípios de equidade, justiça e sustentabilidade para se mobilizarem contra o 5.º Fórum Mundial da Água. Juntos lutaremos contra os esforços privatizadores da água tanto a nível mundial como na Turquia, onde o governo propõe privatizar lagos e rios. Continuaremos a apoiar campanhas locais e movimentos sociais do Sul e do Norte, trabalhando arduamente com a Rede Vida, a Rede Africana da Água e a Rede Europeia da Água Pública. Apresentemos ao Conselho Mundial da Água alternativas públicas viáveis e modelos de controlo comunitário baseados nos princípios comuns da democracia e da água. Este encontro também dará ao movimento defensor da água oportunidade de aprender e apoiar os esforços mútuos assim como influenciar os governos que estarão presentes no fórum oficial. Tal como no México, em 2006, Quioto, em 2003 e em Haia em 2000, é importante fazer frente aos organizadores deste Fórum destrutivo, neoliberal e de carácter privatizador. Mas este momento ganha ainda mais importância, se for encarado como o ideal para dar inicio a um novo Fórum da Água, que se reja por verdadeiras obrigações de Estado no âmbito das Nações Unidas e trabalhe com os esforços das comunidades e activistas da água para chegar a uma justa distribuição da água. Por isso, Apelamos aos governos para se juntarem aos governos do Uruguai, Bolívia, Venezuela e Cuba, que em 2006 assinaram a Declaração alternativa ao 4.º Fórum Mundial da Água, na procura de uma implementação verdadeiramente aberta, transparente e multilateral. Exortamos as Nações Unidas a reconhecer a sua responsabilidade como único órgão legítimo convocador de fóruns multilaterais, para que publicamente se comprometam a convocar um Fórum da Água, vinculado às obrigações de Estado e responsável perante a comunidade global. Exortamos todos os governos e as organizações que optam por participar do 5.º Fórum Mundial, a fazer dele o último e a que juntos lancem um Fórum Mundial da Água resultante de um legítimo processo da ONU e apoiado pelos Estados. Apelamos a todos aqueles que partilham do nosso compromisso que avancem nos seus países durante o Fórum Mundial da Água, para mostrar solidariedade com esta luta, convocando toda a comunidade global para agir e actuar pela defesa da água como bem público. Finalmente, apelamos a activistas comprometidos, representantes eleitos, representantes de governos e organizações progressistas para participar na mobilização junto dos nossos aliados na Turquia. Convidamo-lo a visitar www.peopleswaterforum.org para saber como apoiar estes esforços. |
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