|
Tendo como objectivo levar até aos partidos com assento parlamentar os objectivos da campanha «Água é de todos» bem como o de apresentar a Iniciativa legislativa de Cidadãos em defesa do direito à água, contra a privatização, a campanha foi recebida até ao momento pelo PCP, PEV, PS e BE, aguardando resposta do PSD e CDS-PP. A primeira audiência teve lugar na sede do PCP, onde estiveram presentes Jerónimo de Sousa e Vladimiro Vale.
Integraram a delegação da Campanha "Água é de Todos": Luisa Tovar (Associação Água Pública), Fernando Braz (Presidente do STAL), José Alfredo (Confederação Nacional de Agricultura) e Manuel Vieira (Movimento de Utentes dos Serviços Públicos). O PCP expressou total apoio aos objectivos da campanha. Em declarações à imprensa Jerónimo de Sousa defendeu que "a esmagadora maioria do povo português" está contra a privatização do sector da água e que qualquer decisão nesse sentido "diverge das aspirações e sentir das populações". O líder do PCP afirmou ainda que, esta "é uma batalha importantíssima": Não estamos a tratar de um direito qualquer, a água é um bem da vida e sem água o ser humano não vive". Insistindo que "a esmagadora maioria do povo português defende o direito à fruição à água como parte integrante do direito à vida que não pode ser transformado num negócio". Jerónimo de Sousa elogiou esta iniciativa "Água de todos": "Consideramos de muito valor esta iniciativa legislativa de cidadãos, que procura sensibilizar as pessoas e simultaneamente confrontar a Assembleia da República com uma questão importante, do que estamos a falar é do direito à vida”. O encontro com “Os Verdes” decorreu na sede do partido, e a campanha foi recebida pela dirigente nacional Cláudia Madeira.
Integram a delegação da Campanha "Água é de Todos": Nuno Vitorino (Associação Água Pública), Célia Portela (União Sindicatos de Lisboa - CGTP), Fernando Vaz (Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto) e Vitor Silva (Conselho Português Para a Paz e Cooperação). Cláudia Madeira reafirmou a posição contra a privatização da Água pretendida pelo governo PSD/CDS-PP, defendendo a sua gestão pública, assente em critérios de equidade social, ambiental e acessível a todos, como direito humano fundamental consagrado pelas Nações Unidas. O PEV saudou e manifestou o seu total apoio a esta Campanha e à Iniciativa Legislativa de Cidadãos em curso.
Pela parte do PS a «Água é de todos» foi recebida pelos deputados Pedro Farmhouse e Eurídice Pereira do grupo parlamentar.
Integram a delegação da Campanha: Nuno Vitorino (Associação Água Pública), Célia Portela (União Sindicatos de Lisboa - CGTP), Fernando Vaz (Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto) e José Alfredo (Confederação Nacional da Agricultura). Os deputados do PS salientaram a importância da Iniciativa manifestando ainda acordo com vários pontos da mesma, reservando para mais tarde uma posição definitiva sobre a mesma. Os deputados expressaram ainda fortes preocupações relativas às propostas do governo de reestruturação do sector da água.
A reunião com o Bloco de Esquerda, teve lugar na sede do partido, onde estiveram presentes Francisco Louçã e Rita Calvário.
A delegação da Campanha foi composta por: Luisa Tovar (Associação Água Pública), José Alfredo (Confederação Nacional de Agricultura), Fernando Vaz (Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto) e Vitor Silva (Conselho Português Para a Paz e Cooperação). Em nome da campanha Luísa Tovar, abordou a importância da água para a vida e toda a actividade humana (indústria, produção de energia e destacadamente para a agricultura), destacou o contacto com a população por todo o país, informando da grande adesão aos princípios da campanha veiculado através do Manifesto, fez um resumo dos princípios incluídos no projecto de lei da Iniciativa Legislativa e apelou à divulgação da Iniciativa bem como ao apoio na Assembleia da República. Foi entregue um dossier com vários documentos da Campanha. O coordenador Francisco Louçã saudou e manifestou o seu apoio à iniciativa agradecendo o pedido de encontro, achando-o útil. No final em declarações à imprensa afirmou que "proteger a democracia é proteger a água para todos (...)" tendo alertado ainda para a necessidade da defesa do "bem público" que é a água, considerando estar em curso a privatização do sector e a possibilidade de mais custos e impostos para os consumidores. "A ministra do Ambiente, que tutela a água, tem vindo a dizer que quer transformar a grande empresa pública das Águas de Portugal num conjunto de empresas para serem privatizadas e tem dito, aliás, que isso significa um aumento das tarifas, que já são muito elevadas no consumo das pessoas". Dando como exemplo o caso de Barcelos, referiu que, "naquele município, a empresa que está a gerir as águas quer cobrar 170 milhões de euros aos consumidores "por não terem consumido a água suficiente, ou seja, pagam pela água que usam e pagam pela água que não usam, e se a câmara pagar esta conta vai imediatamente à falência, se em cada município as câmaras e os consumidores tiverem de pagar contas daquela natureza, não só se perde o direito à água como bem público, como haverá um novo imposto que a privatização implica".
|